Mesmo com denúncia por meio de aplicativo, queimadas seguem em alta em Rondônia

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Alto Paraiso de Goiás - Fotos aerea da queimada do Parque Nacional da Chapada dos Viadeiros (Valter Campanato/Agência Brasil)

Um aplicativo que permite uso off-line, com georrefenciamento e participação do cidadão em denúncias de ações que ameacem a preservação do meio ambiente. Esse é o Guardiões da Amazônia que passou a fazer parte oficialmente das ferramentas tecnológicas do Governo de Rondônia no combate as queimadas e ilícitos ambientais, a partir desta quarta-feira (12). Mesmo com o aplicativo, as queimadas seguem em alta em Rondônia, conforme apurou o site valoremercadoro.com.br, através da matéria Queimadas avanças na Floresta Nacional do Jacundá.

A carta de compromisso de cooperação para uso do app foi assinada pelo secretário Estadual de Desenvolvimento Ambiental, Marcílio Leite Lopes, e o comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, general Luciano Batista de Lima. O compartilhamento acontece a custo zero para o Estado e o aplicativo foi desenvolvido com tecnologia militar. Possui a versão mobile para o cidadão e web, restrito a órgãos parceiros.

Através dele, conforme o analista de tecnologia militar e servidor do Exército, Mário Fraga, o cidadão pode fazer denúncias, inclusive de forma anônima  e com envio de fotos em pelo menos três eixos: Desmatamento, queimadas e garimpos. Além disso, a população tem acesso na palma das mãos, do mapa dos focos de calor gerados por satélites. Enquanto que no módulo web, além das denúncias e dos focos de calor, os órgãos parceiros tem acesso a relatórios e gráficos.

‘‘É uma plataforma que consistem em uma forma diferente de abordar os problemas ambientais na Amazônia. Essa é formada em integração e compartilhamento de informações. Ela reforça o comprometimento do Exército Brasileiro com a preservação e desenvolvimento do meio ambiente, especialmente da região amazônica. Nasceu dentro do âmbito da Operação Verde Brasil 2, sendo desenvolvido pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva”, explica o analista de tecnologia militar.

Com o histórico de período crítico para queimadas em agosto e setembro na região, a tecnologia é considerada estratégica para potencializar a preservação ambiental. ‘‘Vem de encontro com política pública de combate a queimadas, nós temos o Laboratório de Geociência de Rondônia para combate a crimes ambientais, e através desse aplicativo há informações precisas e com participação efetiva dos cidadãos. Parabenizo o Exército por essa iniciativa”, considera o secretário Estadual de Desenvolvimento Ambiental.

Fonte: Secom e redação

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