Malária ainda é desafio para o combate e controle

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SOLANO FERREIRA

Durante o período de pandemia, os casos de malária cresceram em Rondônia, chegando a marca de 4.525 registros no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica (Sivep).  Porto Velho é o município com maior índice de crescimento com 54% dos casos, no período de janeiro a agosto deste ano de 2021. Outros municípios de grandes incidências estão localizados principalmente na região do Território Madeira-Mamoré. As principias vítimas são indígenas e trabalhadores rurais que vivem em meio natural, mas o índice nas cidades também tem sido grande.

A malária é uma doença milenar e está presente na Amazônia, África e Ásia. É definida como uma doença infecciosa febril aguda. É causada por um protozoário transmitido pela fêmea do mosquito Anopheles. Apesar da existência de pesquisas, a vacina para imunizar a população propensa a adquirir a doença ainda é bem contida. A doença tem cura, mas anualmente morrem milhares de pessoas no mundo pela malária.

O fato que chama a atenção é a ausência ou o pouco de vacina existente. Com o avanço da ciência, muitas soluções até mais graves já tem controle imunológico, porém, a malária continua sendo um desafio para o combate e controle. Um dos fatos intrigantes é que existem remedias para tratar os efeitos terríveis da doença, mas não existe uma vacina que pode evitar esse mal.

Como a maioria das vítimas são pessoas que vivem às margens do sistema social, a repercussão desse impacto passa despercebido pelo mundo inteiro. Uma outra curiosidade é que, entre os remédios utilizados no tratamento da malária, está a tal da cloroquina e outras quinas que geram milhões em faturamentos de negócios, como vista durante a pandemia do novo coronavirus. Coincidência ou não, as semelhanças são intrigantes.

O AUTOR É JORNALISTA E EDITOR-CHEFE DO DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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