Liberação de máscaras não representa fim dos riscos

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SOLANO FERREIRA

A liberação do uso de máscara em locais públicos não significa que problema acabou. O novo coronavirus está por aí e com novas variantes. A medida que a população vai tomando as doses da vacina, a imunização vai fechando o ciclo do vírus e diminuindo as contaminações, os casos de covid-19 e as mortes. Acontece que, somente em Porto Velho, mais de 70 mil pessoas não tomaram nenhuma das doses dos imunizantes. Esses indivíduos se tornam hospedeiros e transmissores colocando em risco todas as pessoas ao redor.

Mas de outro lado, o anunciou de que já é alta a segurança de transitar sem máscara, soará como alivio para a população de Porto Velho que a quase dois anos vive as restrições de controle sanitário. As rotinas sociais e profissionais já voltaram ao normal, no entanto o cidadão não pode descuidar por completo.

Outro bom sinal é que isso gerará otimismo na população e haverá o aquecimento esperado no período festivo de final de ano. Mais compras, mais confraternizações, e a vida seguirá com as compras e vendas aquecidas. Depois de dois anos, as famílias poderão se reencontrar mesmo que ainda exista certos limites, principalmente para idosos e pessoas com comorbidades.

Apesar da grande alegria gerada pelo anuncio da medida, vale lembrar que na Europa, onde a liberação já ocorre a liberação das regras pandêmicas a mais tempo, o índice de contaminação pelo novo coronavirus voltou a crescer. Enfim, é preciso voltar á vida normal, mas os riscos estão por perto mesmo que em proporção bem menor do que a poucos meses atrás.

O AUTOR É EDITOR CHEFE DO DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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