Legislação não é antídoto contra o novo coronavírus

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SOLANO FERREIRA

A população precisa ter a noção de que não é uma legislação que para o vírus, e sim, o comportamento e a conscientização”. Esse alerta é de Caio Nemeth, da Casa Civil do Governo de Estado. A manifestação foi para chamar a atenção da população rondoniense sobre a gravidade que vivemos com a disparada da pandemia do novo coronavírus por essas bandas do Guaporé. 

|Isso é fato e os números estão aí para comprovar. É só conferir, cruzar os dados para chegar a conclusão de que se não houver uma forte tomada de consciência da população, a dizimação em massa de nossos amigos, familiares e vizinhos pela Covid-19 vai continuar.

O mais preocupante agora, são as contaminações pelas novas variantes do vírus que já circulam por aqui que são muito mais violentas do que a cepa original. Isso implica dizer que a contaminação se dá com mais facilidade e a letalidade também caminha a passos largos.

Rondônia vive também uma outra situação singular. O aumento dos óbitos entre as pessoas sadias, uma configuração até então considerada anormal. Os pacientes que se encaixam nesse grupo já somam 44,18% do total de mortes por Covid-19 no Estado no período que vai de 21 de abril de 2020 a 24 de fevereiro deste ano. Em números absolutos, são 1.250 vidas perdidas para a doença.

Então, cai por terra aqui aquela alegação que se o paciente tiver um histórico de atleta, ele será pouco afetado pela doença porque ela afeta mais quem é idoso e tem outras doenças que podem compromete seu quadro clínico, caso seja contaminado. É bom lembrar que a Covid não é uma doença seletiva, ela é oportunista e se aproveita do descuido e da irresponsabilidades dos outros para seguir com sua trilha de mortes, numa versão macabra do Flautista de Hamelin.

Também não é possível aceitar que em plena era digital a, onde temos uma nova informação a cada milésimo de segundo, ainda exista muita resistência em reconhecer a gravidade de uma doença letal. Fosse no Século XVIII, Século XIX, até mesmo no início do Século XX, isso poderia até não ser aceito, mas seria compreensível por causa da falta de informação. 

Mas como disse o técnico da Casa Civil do Governo do Estado, não é com as frias letras de um documento virtual que se vencerá a pandemia, mas com uma mudança de comportamento, única atitude até o momento capaz de frear a disseminação do novo coronavírus.

O autor é jornalista e editor chefe do Diário da Amazônia

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