Jair Bolsonaro garante viabilidade a construção de ponte no rio Guaporé

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O presidente Jair Bolsonaro garantiu nesta terça-feira (25) apoio a viabilidade da ponte sobre o rio Guaporé, na fronteira de Costa Marques com a Bolívia. O anúncio foi feito hoje Brasília ao jornalista Fábio Camilo, do programa “Informa na Hora”. “É necessário a bancada federal de Rondônia garantir os recursos necessários para obra, que terá todo o meu apoio”, disse o presidente ao jornalista na saída do Palácio Alvorada.

A construção da ponte no rio Guaporé despertou um grande interesse econômico de empresários da região central de Rondônia. A consolidação do projeto promete intensificar as relações comerciais Brasil e Bolívia, impulsionando o agronegócio do Estado.

Um dos mais entusiastas do projeto é o empresário do ramo de calcário Cesar Cassol. “Essa obra é vantajosa para o Estado de Rondônia, que intensificará as relações com o comércio de Bolívia. Rondônia está de costas para a Bolívia. Hoje uma saca de milho é vendida no Brasil a R$ 42,00. O mesmo produto é comercializado a R$ 100,00 na Bolívia”.

Além do milho que é produzido em alta escala em Rondônia, existem outros produtos que podem ser comercializados na Bolívia. A exportação de produtos cultivados na Bolívia, tais como: soja, milho, madeira, minério, castanha e sal, pode acontecer por Costa Marques.

O projeto, segundo o empresário, teria um custo no valor de R$ 35 milhões. “Esse valor poderia sair de uma emenda de bancada”, sugeriu Cesar Cassol, acrescentando que a obra será mais econômico em função da extensão do rio. “são apenas 540 metros e no entorno de rio existem rocha, o que cai significativamente o custo da obra”.

Relações comerciais

No ano passado, políticos e empresários do Estado do Beni, da Bolívia, estiveram reunidos com a diretoria da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), com o propósito de retomar as tratativas e estabelecer uma relação comercial entre os países.

“Os bolivianos podem instalar aqui na Capital um porto soberano, desde que atenda às normas da legislação brasileira vigente, para escoar a produção de diversos itens e reduzir os custos atuais que investem em logística. Atualmente, o volume de cargas que precisa ser exportada é de 4 milhões de tonelada/ano”, explicou Amadeu.

Segundo o empresário Dário Lopes do Grupo BDX Logística, a delegação do Beni ficou de entregar a presidência da Bolívia um relatório apresentando a viabilidade da implantação de um porto soberano em Porto Velho.

“Atualmente, os produtos bolivianos exportados são escoados pelo Chile ou Argentina. O comparativo de uma tonelada enviada de Santa Cruz de La Sierra para a Costa Leste do Estados Unidos da América, Caribe e Europa, passando pelo Canal do Panamá, custa em média US$ 125. Ao sair de Porto Velho o custo cai para US$ 90 para a mesma quantidade de produto, além de reduzir o tempo pela metade”, explicou o empresário.

O gestor afirma que a logística representa uma fatia muito grande e fundamental para o agronegócio como um todo. “Construir essa relação oportunizará o desenvolvimento da região, geração de emprego e renda para o Estado. O cenário é muito maior que a geração de lucro para a iniciativa privada, com previsão de gerar mais de 1500 vagas de trabalho”, detalhou Dário.

Fonte: valoremercadoro

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