Hortas urbanas são alternativas para a segurança alimentar

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SOLANO FERREIRA

A proposta de apropriar dos espaços baldios para a implantação de hortas urbanas é uma tendência crescente e interessante para melhorar a paisagem urbana das cidades e ao mesmo tempo favorecer a população com alimentos gratuitos e saudáveis. O crescimento da conscientização sobre o impacto ambiental da alimentação e a preocupação com a segurança alimentar vem promovendo mutirões para a instalação e o cultivo de hortas comunitárias em diversas cidades do mundo.

A Organização das Nações Unidas (ONU) teme pela falta de alimento no mundo até o ano de 2050. É que a população vem crescendo maior do que a produção alimentar. Desse modo, mesmo havendo dinheiro, não terá produtos alimentares disponíveis para a compra. Diante dessa preocupação vem surgindo modelos como o cultivo em pequenos espaços, substituição de jardins ornamentais por jardins produtivos e o cultivo alimentar em terrenos públicos ou baldios nas cidades.

É importante que essas hortas sigam os conceitos de Permacultura Urbana, unindo as práticas agrícolas com a socialização dos moradores. Os processos de cultivos podem ser criativos e estimulantes para o fortalecimento de vínculos de pessoas que tenham poucas oportunidades de convivência social com seus vizinhos. Podem servir também para integralizar o cotidiano urbano com a vivencia natural.

Independente do modelo, o tema vem sendo amplamente divulgado e ganhando adesão tanto para mitigar o efeito de insegurança alimentar quanto pela busca de alimentos livres de agrotóxicos. As práticas de desenvolvimento urbano sustentável podem ganhar maior dimensão se forem abraçadas por gestores públicos, dando apoio técnicos e insumos para que as famílias possam compreender e acelerar os processos produtivos urbanos, valorização ambiental e proporcionar alimentação saudável.

O AUTOR É JORNALISTA E EDITOR-CHEFE DO DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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