Governo deve cobrir prejuízos com a queda do preço do leite em RO

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou no sábado (6) da reunião do Comitê de Crise do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para discutir os efeitos da pandemia na cadeia produtiva de leite.

Um dos temas tratados no encontro virtual foi a crise no setor lácteo em Rondônia. De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Gabriel Oliveira, a indústria de laticínios reduziu o preço pago aos produtores, em alguns casos chegando a R$ 0,70 por litro de leite.

Segundo Oliveira, para tentar reverter a situação, a CNA, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), A Viva Lácteos e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encaminharam um documento à Secretaria de Política Agrícola do Mapa. 

“A nossa proposta é que o governo ajude no pagamento do preço mínimo no estado, que é de R$ 0,92 por litro de leite”, disse.

Revolta com os laticínios

Em discurso na sessão da Assembleia Legislativa, o presidente Laerte Gomes (PSDB) lembrou que o principal item da economia de Rondônia é o agronegócio, mas o leite pode ser considerado o contracheque do pequeno produtor, que está revoltado com os laticínios. “Tem produtor que recebeu 65 centavos pelo litro. Eu vou ao supermercado e vejo que não baixou nem o preço do leite nem dos derivados”, destacou.

Laerte Gomes citou o deputado Adelino Follador, que tem parentes no Sul do País, onde o produtor recebe R$ 1,50 pelo litro do leite.“Quando Assembleia investigou o cartel da carne, mudou a relação com o produtor rural. Precisamos fazer alguma coisa com os laticínios. Se o Brasil inteiro estivesse assim, tudo bem, mas é em Rondônia. No Estado tudo mundo está comprando e os preços estão subindo. Pedi ao Procon para verificar por que os preços sobem nos supermercados. Há gente aproveitando para aumentar seus lucros”, denunciou.

Ele afirmou ser necessário tomar uma atitude. “O produtor entrega o leite hoje e só recebe em 60 dias. A indústria fica 60 dias com o dinheiro. Precisamos nos pronunciar sobre isso”, finalizou o deputado Laerte.

(CNA E DA Assembleia Legislativa)

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