Promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) de Porto Velho (mas transmitida no canal oficial do YouTube da Nova BR 364, concessionaria da rodovia federal), a audiência pública realizada nesta quinta-feira (12.02.26), cujo objetivo foi apresentar o projeto da Expresso Porto, teve protestos de indígenas, sindicalistas, ausência de representantes de órgãos de fiscalização e controle e baixo público presente.
Representante do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (Sintrar), Antônio da Silva, protestou no evento alegando que não recebido convite para participar do evento. O sindicato, segundo ele, reúne milhares de motoristas que utilizaram a BR-364.
O segundo protesto ocorreu por parte de representantes dos indígenas. Com cartazes, os indígenas exigiam respeito e disseram que estava sendo afetados pelo projeto da obra. “A empresa concessionária não conhece os pontos indígenas existentes no Estado e muito menos sabe das famílias que serão desapropriadas”, afirmou Larissa Rodrigues, afirmando que as famílias ribeirinhas não foram convidadas para a audiência.
O evento teve, ainda, palco político, ausência de representantes os ministérios Público Federal e Estadual e baixa presença de público. Na página oficial da Prefeitura, não existe um convite à população para a audiência pública e matéria falando sobre o evento. O site recebeu convite (por e-mail) pela Nova BR-364, empresa que transmitiu a audiência pública. Moradores que tiveram direito a voz, cobraram a falta de informação e convites para o evento.
Expresso Porto
A Expresso Porto é um projeto viário de 34,45 quilômetros do novo acesso aos terminais portuários do Rio Madeira que vai melhorar a fluidez no escoamento de safras e reduzir o conflito entre o tráfego urbano e o de carga pesada na região de Porto Velho.
Contratualmente prevista para 2031, a obra é considerada uma prioridade pela concessionária para atender ao interesse público e, por isso, a proposta é antecipar o projeto a partir deste ano. Orçada em R$ 210 milhões, envolve a construção de 34,45 quilômetros de novas pistas pavimentadas, conectando a BR-364 diretamente aos terminais graneleiros.

A obra teve início na gestão do ex-governador Confúcio Moura (MDB) e até hoje famílias não foram indenizadas, segundo relatos de moradores que residente no entorno da via. Para iniciar a obra, ainda falta licenças, e autorização do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico).
Como a Nova 364 venceu a concessão da BR, a empresa firmou compromisso de concluir a Expresso Porto, que permitirá, ao ser concluída, retirar o fluxo de carretas da avenida Jorge Teixeira, principal via de acesso de carretas que transportam grãos ao Porto Graneleiro de Porto Velho.
Fonte: Redação Valor&MercadoRO








