Ex-estagiário do MP usou sistema interno para extorquir PCC e planejou morte de promotor

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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (9), três pessoas suspeitas de integrarem um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em órgãos de Justiça e Segurança. Entre os presos está um ex-estagiário do próprio MP, que teria usado bancos de dados oficiais para identificar criminosos de alto poder econômico e extorqui-los em troca de proteção.

Gabriel Lira de Jesus, cuja idade não foi divulgada, teria se infiltrado propositalmente em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos. De acordo com a investigação, ele utilizou sistemas de pesquisa e bancos de dados do Ministério Público para mapear integrantes do PCC com alto poder aquisitivo. Em seguida, oferecia “proteção nas investigações” em troca de dinheiro.

O ex-estagiário contou com a ajuda de outros agentes públicos: um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da corporação anos atrás pelo crime de extorsão mediante sequestro. As extorsões, segundo o MP, teriam sido praticadas usando a internet de um escritório de advocacia.

O plano para matar um promotor do Gaeco

Além do esquema de extorsão, os investigados estariam envolvidos em um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, que atua no Gaeco de Campinas há mais de dez anos. O alvo investiga crimes como tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro ligados ao PCC.

A ameaça surgiu depois que o promotor passou a conduzir a Operação Linha Vermelha, que fez buscas na casa de Maurício Silveira Zambaldi, dono da concessionária Dragão Motors, suspeita de lavar dinheiro para a facção.

Fonte: Gazeta Brasil

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