Estrada da Penal continua dificultando transporte de moradores e de cargas

DER informa que existe apenas um entrave para a conclusão da obra, no caso, a desapropriação de dois pequenos trechos, sendo a curva, conhecida como a curva do cotovelo, e a rotatória de acesso a Amaggi.

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Motorista trafega em trecho da Rodovia Expresso, localizada em Porto Velho. (Foto: Roni Carvalho/Diário da Amazônia)

Os moradores e caminhoneiros que atravessam a Estrada da Penal e Expresso Porto que dá acesso aos Portos Amaggi e Bertoli, em Porto Velho, reclamam da situação das estradas no trecho sem asfalto há mais de 20 anos. No período chuvoso o trânsito pela estrada acontece entre atoleiros, que no período da seca se transformam em poeira. A equipe do Diário da Amazônia foi até as rodovias e conversou com moradores e caminhoneiros sobre as dificuldades no decorrer da estrada.

“Já vivo aqui há 20 anos, o barulho a noite dessas carretas nessa estrada parece que vai desmoronar tudo. A poeira incomoda muito. O DER está trabalhando, todo dia eles estão aqui. Eles estão trabalhando com rolo, com pá com tudo. O que já colocaram de pedra, não foi cascalho nem nada, melhorou hoje, porque ainda não choveu. As carretas ficam atoladas, nem os moradores passam. Tem que voltar pela 21 que é um retorno muito grande”, disse Zilfa Soares moradora da Estrada da penal.

Ela conta que já vai fazer 4 anos que o DER está trabalhando na estrada. “O trabalho o DER está fazendo, mas se fosse só os carros pequenos não teria esse problema. A carreta é um peso muito grande e aqui passa 30 carretas diariamente. Da época que começou a obra já vai fazer quatro anos. Hoje eles levaram a patrol. Eles só vêm quando um carro engata eles vêm para tirar e refazer o que eles estão fazendo”, disse a moradora.

Faz dois anos que o caminhoneiro Santos que é de São Paulo acompanha a situação da estrada. “Essa estrada poderia estar bem melhor. Tem lugar aqui que você vai passar o caminhão falta tombar. Pelo o que eu vejo o forte em Rondônia é o grão não dá para entender do tempo que tem esses portos aqui e a situação dessa estrada ainda assim. Se você andar pela estrada tem caminhão que enrosca e fica o dia inteiro enroscado. Na frente desse caminhão e a segunda que a empresa arruma. Se você passar na estrada é impressionante o tanto de parachoque que você encontra pelo caminho”, disse.

Na quarta-feira (17), a equipe do Diário recebeu denúncia de que a construtora Amil, contratada para execução das obras ia abandonar a estrada devido à falta de um Reajuste Contratual.

De acordo com a Coordenadoria de Planejamento, Projetos e Orçamento de Obras (CPPOO) do DER existe apenas um entrave para a conclusão da obra, no caso, a desapropriação de dois pequenos trechos, sendo a curva, conhecida como a curva do cotovelo, e a rotatória de acesso a Amaggi.

O DER divulgou que todo o restante do trecho está liberado para conclusão. Segundo a coordenadoria existe uma diferença entre Reajuste Contratual e Realinhamento de Preços, ou seja, o reajuste é a cláusula contratual que ele tem direito apenas se estiver em dia com o cronograma físico financeiro, o que nunca ocorreu, pois a empresa está sempre atrasada em relação ao cronograma de obras. O realinhamento é um direito da empresa quando ocorre um aumento significativo de preços dos insumos, fato que ocorreu com os insumos asfálticos, e foi concedido pelo departamento desde novembro de 2019. Em resumo, a empresa teve direito ao realinhamento de preços, porém não teve direito ao reajuste, devido ao atraso da obra, divulgou o DER.

Fonte: Diário da Amazônia

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