Esforço para combater a violência em Rondônia

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LARINA ROSA

Ando reparando no empenho das autoridades para conter o número de casos de violência contra a mulher no estado. Nesta semana entrou em vigor a sensata Lei N° 5.261 que proíbe a nomeação, na administração direta e indireta, para todos os cargos em comissão de livre nomeação e exoneração e funções de confiança de pessoas que tenham sido condenadas com base na Lei Maria da Penha em Rondônia.

A partir de agora quem cometer qualquer tipo de violência contra a mulher, seja ela psíquica ou física, não poderá atuar em cargos de comissão no serviço público. Mais um avanço para diminuir a cultura machista onde todos os dias mulheres são agredidas e mortas no estado.

No final do ano passado foi criado pelo governo de Rondônia o programa “Mulher Protegida”, para ajudar as mulheres do estado a saírem do ciclo de violência doméstica e conseguirem se livrar da dependência financeira. O programa oferece suporte financeiro de R$400 durante seis meses, além de cursos de capacitação para mulheres deixarem a dependência financeira e passarem a ter o controle da própria vida através de suas finanças.

Não dá para deixar de enaltecer ações que previnem e erradicação de violência contra a mulher em um estado que continua registrando um alto índice de crueldade contra elas. Assim como também não dá para pensar se as empresas privadas locais também aderissem à ideia. A meu ver são essas ações que vão ajudar a reduzir os casos violentos por aqui.

Seja por meio de punições mais severas ou por auxílio financeiro, que vão amparar e proteger mulheres a saírem de ciclos pavorosos e construir uma cultura local onde elas terão o mínimo de respeito.

Outra sugestão que já citada aqui nesse espaço é a produção de uma cartilha impressa para os alunos da rede estadual de ensino sobre as noções básicas da Lei Maria da Penha. Com conteúdos que destacam a importância da igualdade de gênero que evitam a prática de violência e transforma a cultura local sobre o papel da mulher e incentiva desde cedo nos homens o respeito pelos nossos direitos.

Assim como a autoridades é obrigação de todos para se esforçarem a mudar realidade dessas mulheres. Para que isso aconteça desde cedo meninos e meninas do estado devem entender o que é violência doméstica, os danos emocionais ocasionados por abusos físicos ou moral que ofendem a dignidade da mulher.

O precisamos entender é que por conta de uma cultura machista elas estão sofrendo, por isso algo deve ser feito o quanto antes para essas mulheres enxergarem uma saída para se livrarem de relações abusivas.

Com boa vontade acompanhada de ações de consciência sobre o tema tenho certeza de que a mudança do ranking que destacou Rondônia como o estado que mais registrou crescimento de homicídios dolosos e estupros com vítimas do sexo feminino vai diminuir. O que não podemos é continuar acompanhando elas sofrendo e morrendo sem fazer nada. Só nos resta fazer vista grossa sobre o empenho das autoridades e tentar conscientizar a nossa volta sobre os perigos de uma cultura machista que virou um problema de saúde pública e continua acabando com a vida delas.

A AUTORA É JORNALISTA

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