Na reta final das eleições de primeiro turno, os institutos de pesquisas protagonizaram nos últimos dias uma sequência de erros grosseiros nas sondagens ao governo de Rondônia e Senado, obrigando partidos políticos ingressarem com várias ações na Justiça Eleitoral visando a proibição de divulgação dos resultados.
Os erros são primários: divergência entre o período de coleta informado no sistema da Justiça Eleitoral e aquele constante do relatório. Também apareceram nessas eleições, nestes últimos dias, inconsistências metodológicas, insuficiência de detalhamento territorial, inclusão de perguntas estranhas ao objeto declarado e fragilidade na comprovação do autofinanciamento. Uma verdadeira aberração.
Nesta quinta-feira, pelo menos duas novas pesquisas devem ser divulgadas, antes da eleição de primeiro turno, que acontece no próximo domingo (4), mas o resultado não deve refletir a realidade. Uma das pesquisas mais aguardadas nos comitês de campanha é da Quaest, contratada pela Rede Amazônica de Televisão. A sondagem deve divulgada ao longo dos telejornais da emissora.
IPEC cometeu gafe nas eleições de 2022
Vamos resgatar na memória dos eleitores. Contratado pela Rede Amazônica, em 2022, o Instituto IPEC cometeu um dos maiores erros na pesquisa antes do primeiro turno das eleições. Na época, estavam na disputa o governador Marcos Rocha (PSD), candidato à reeleição, senador Marcos Rogério (PL), Léo Moraes (Podemos) e Daniel Pereira (Solidariedade). Eis a íntegra da notícia: https://globoplay.globo.com/v/11074082/
De acordo com a pesquisa, Marcos Rogério teria no primeiro turno com 52% dos votos válidos. Marcos Rocha, segundo IPEC, com 48% dos votos válidos. O resultado nas urnas foi totalmente diferente do divulgado pelo Instituto. Marcos Rocha foi para o segundo com 38,88% dos votos válidos e, Marcos Rogério, ficou com 37,05%.

Na época, Rondônia deve uma das maiores abstenções da história e isso não foi mostrado pelos institutos. Foram 303.025 eleitores que deixaram de votar no primeiro turno, o que representou um percentual de 24,66%.
As oscilações são comuns. Algumas entrevistas são feitas por telefone, internet, presencial, nas ruas e até mesmo na casa dos eleitores. Confesso que ao longo das últimas 6 eleições ao governo, fui entrevistado uma única por instituto de pesquisa.
Matéria publicada este ano pela Revisa Fórum, baseada em um estudo realizado pelo BTG Pactual, mostrou os institutos que mais acertam em pesquisas eleitorais. São eles: MDA, Paraná Pesquisa, IPEC, Quaest e DataFolha. No entanto, em Rondônia o resultado das sondagens mostram resultados divergentes. Resta agora aguardar o resultado e o eleitor fica bem atento nos números.
Texto: Marcelo Freire, editor de política.








