| Estado | Janeiro a agosto de 2025 | Janeiro a agosto de 2026 | Variação |
| Pará | 437 | 624 | 43% |
| Mato Grosso | 515 | 477 | -7% |
| Amazonas | 538 | 394 | -27% |
| Acre | 199 | 253 | 27% |
| Roraima | 139 | 144 | 4% |
| Maranhão | 62 | 97 | 56% |
| Rondônia | 101 | 51 | -49% |
| Tocantins | 23 | 10 | -56% |
| Amapá | 1 | 3 | 200% |
De acordo com o Imazon, a Amazônia Legal registrou a segunda menor área desmatada entre janeiro e agosto em oito anos, desde 2018. Foram derrubados 2.053 km² de floresta nos oito primeiros meses de 2026.
Apesar de ser 2% superior ao registrado no mesmo período de 2025, essa área foi 74% menor do que a desmatada em 2022, quando foram destruídos 7.943 km² de floresta, a maior área desde 2008. A menor área devastada da série histórica ocorreu em 2012, quando a Amazônia registrou 714 km² de floresta derrubada. “Olhar a série histórica é muito importante para entendermos que o Brasil já conseguiu reduzir significativamente a derrubada da floresta amazônica, mas ainda precisa de mais esforços para atingir a meta de desmatamento zero até 2030”, afirma Raíssa Ferreira, pesquisadora do Imazon.
Terras Indígenas registram apenas 1,6% do desmatamento
A meta brasileira de chegar ao desmatamento zero em 2030 pode ser atingida primeiramente nas terras indígenas da Amazônia, onde mais da metade dos territórios não registrou áreas de floresta derrubadas nos primeiros oito meses deste ano, de janeiro a agosto. Conforme dados do instituto de pesquisa Imazon, 246 terras indígenas tiveram desmatamento zero no período (63%), seguidas de 138 com derrubadas menores que 1 km² (35%) e apenas sete com desmatamento acima de 1 km² (2%).
No total, as terras indígenas registraram 32,25 km² de desmatamento de janeiro a agosto, o que corresponde a apenas 1,6% do registrado em toda a Amazônia. A segunda categoria territorial com menor devastação foi a de unidades de conservação. Nesses oito meses, as UCs registraram 192,8 km² de desmatamento, apenas 9% do registrado na região.
Número que poderia ter sido menor caso a derrubada fosse contida na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que registrou 75,19 km² de floresta destruída, o que representa quase 40% de toda a área desmatada nas 333 UCs da Amazônia. Entre as unidades de conservação, apenas 22 tiveram derrubada superior a 1 km² (7%), 93 inferior a 1 km² (28%) e 218 desmatamento zero (65%).
TIs com desmatamento superior a 1 km² entre janeiro e agosto de 2026
| TI | Estado | Área desmatada (km²) |
| Cachoeira Seca | PA | 3,24 |
| Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (reestudo) | MA | 2,05 |
| Sete de Setembro | RO/MT | 1,84 |
| Trincheira/Bacajá | PA | 1,7 |
| Andirá-Marau | AM/PA | 1,23 |
| Yanomami | AM/RR | 1,21 |
| Aripuanã | RO/MT | 1,02 |
UCs com desmatamento superior a 1 km² entre janeiro e agosto de 2026
| UC | Estado | Área desmatada (km²) |
| APA Triunfo do Xingu | PA | 75,19 |
| FLONA de Altamira | PA | 26,91 |
| RESEX Chico Mendes | AC | 13,8 |
| APA do Tapajós | PA | 7,87 |
| FES do Rio Gregório | AC | 6,1 |
| RESEX Guariba-Roosevelt | MT | 5,65 |
| FLONA do Jamanxim | PA | 4,2 |
| APA do Lago de Tucuruí | PA | 3,15 |
| RESEX Alto Juruá | AC | 2,98 |
| APA Arquipélago do Marajó | PA/AP | 2,55 |
| FES do Mogno | AC | 2,44 |
| FES do Rio Liberdade | AC | 2,24 |
| RESEX Rio Preto-Jacundá | RO | 2,2 |
| FES Afluente do Complexo do Seringal Jurupari | AC | 1,9 |
| FES do Antimary | AC | 1,85 |
| RDS Amanã | AM | 1,69 |
| APA Baixada Maranhense | MA | 1,66 |
| REBIO do Gurupi | PA/MA | 1,61 |
| APA das Reentrâncias Maranhenses | PA/MA | 1,51 |
| FES do Paru | PA/AP | 1,47 |
| FLONA de Tefé | AM | 1,42 |
| REBIO do Manicoré | AM | 1,17 |
Degradação cai 72% entre janeiro e agosto
Diferente do desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, a degradação florestal, dano causado pelo fogo e pela extração madeireira, teve uma queda de 72% na Amazônia nos primeiros oito meses deste ano. A área degradada passou de 2.744 km² entre janeiro e agosto de 2025 para 779 km² entre janeiro e agosto de 2026.
Apenas em agosto, a degradação passou de 559 km² em 2025 para 436 km² em 2026, uma queda de 22%. Os estados que mais degradaram em agosto foram Mato Grosso (47%) e Pará (32%). “Os números da série histórica de degradação têm variado mais do que os do desmatamento, que normalmente apresenta tendências de queda ou de alta ao longo de alguns anos. Na degradação, picos de queimadas podem aumentar significativamente a área atingida em alguns anos, o que demonstra o quanto tem sido desafiador combater o fogo na Amazônia”, explica Manoela Athaíde, pesquisadora do Imazon.
Acesse aqui o boletim do desmatamento e da degradação de agosto
Fonte: Valor&MercadoRO com informações do IMAZON








