Desemprego impulsiona a informalidade e gera crise social

Na falta de emprego formal e com carteira assinada, o trabalhador brasileiro está entrando na informalidade e logo em seguida se regularizando como microempreendedor individual.

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A divulgação feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que a taxa de desemprego se manteve no recorde de 14,7%, incluindo os dados de fevereiro, março e abril, mostra que a economia vem reaquecendo enquanto que o mercado de trabalho continua estático. Acontece que, durante a pandemia do novo coronavirus, houve grande demanda de serviços através da internet, e, com isso, muitos pontos de empregos foram eliminados sem esperança de retorno. 

Na falta de emprego formal e com carteira assinada, o trabalhador brasileiro está entrando na informalidade e logo em seguida se regularizando como microempreendedor individual. O trabalho por conta própria foi alternativa para 537 mil pessoas e outras 100 mil se tornaram microempreendedoras. 

O índice de desempregado teve aumento de 3,4% no período, e nesse meio está o montante de 487 mil pessoas desocupadas. A classificação de desocupado é aplicada ao contingente dos fora da força de trabalho e que não querem trabalhar e aquelas que querem trabalhar, mas não procuram emprego ou não estão disponíveis para o trabalho oferecido. Especialistas consideram que esse grupo é formado por aqueles que já não tem mais esperança num emprego formal e estão desestimulados. 

Em todas essas taxas apontadas pelo IBGE revelam um enorme número de brasileiros que está sem renda fixa. Possivelmente sobrevivem de informalidade e com renda muito pequena. As consequências sociais são diversas e afeta a estima do povo, além de criar problemas sociais. Alternativas precisam ser criadas para ocupar essas pessoas e dar a elas renda para que possam sobreviver, estimular o consumo no comércio, completar o ciclo na cadeia de valor. São quase 15 milhões de pessoas, uma enorme população maior do que a de Portugal, Grécia, Bélgica e muitos outros países. 

O autor é Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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