Deputados dizem que saúde do Estado entrou em colapso e falta gestão

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Pacientes aguardam na fila de espera para cirurgia (Foto Daiane Mendonça)

Da redação – Longas filas de pacientes aguardando por cirurgias, pacientes em tratamento contra o câncer sem medicamentos e alimentação, falta de técnicos para analisar projetos e executar emendas de autoria de parlamentares destinadas para a saúde e falta de gestão.

O cenário de colapso na saúde foi relatado por vários parlamentares nesta terça-feira (05) no plenário da Assembleia Legislativa, inclusive vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Ismael Crispim (PSB-São Miguel).  “O que se percebe é falta de gestão na secretaria de Saúde”, disse o Crispim.

Segundo o deputado Laerte Gomes (PSDB-Ji-Paraná), hoje a Secretaria de Saúde enfrenta falta de técnicos para analisar projetos e emendas de autoria de deputados destinados para atender o setor de saúde.

De acordo com Laerte, no ano passado os parlamentares destinaram R$ 11 milhões para investimentos na área da saúde. “Ocorre que infelizmente a secretaria de Saúde não está ajudando. Os técnicos da Sesau conseguiram efetivar e empenhar somente R$ 1,8 milhão. Existem na Saúde 130 processos abertos.  Ocorre que só existem 3 técnicos na Saúde para analisar os processos. É humanamente impossível executar isso esse ano”, disse.

Ele acrescentou que o STF determinou que 50% das emendas de autoria dos deputados sejam destinadas na saúde.

O deputado Lazinho da Fetagro (PT-Ji-Paraná), voltou a criticar a falta de atenção do governo com os pacientes que estão em tratamento contra o câncer. “Há 3 meses o governo enfrenta a falta de medicamento para tratamento de pessoas que estão com câncer. Além da ausência  de medicamentos, falta também alimentação para esses pacientes”, explicou ele, acrescentando que é obrigação do Estado fornecer alimentação.

O deputado Alan Queiroz (PSDB-Porto Velho) também relatou o caos da saúde no município de Cacoal. “Se os recursos reservados pelos deputados estivessem sendo executados nos municípios seria diferente. Em Cacoal faltam ainda 10 médicos na sala vermelha e não tem técnicos de nutrição e enfermagem”, disse.

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