Uma representação apresentada pelo Ministério Público Federal contra o deputado federal Coronel Crhisóstomo (PL-RO) completará na próxima sexta-feira (11) dez meses no Tribunal de Contas da União (TCU). O documento é fruto de uma denúncia feita pelo site Metrópoles, de Brasília, em novembro do 2025.
Conforme revelou o site Metropoles, o parlamentar de Rondônia empregou a companheira, a cunhada e dois concunhados. Mais de R$ 2,1 milhões teriam sido pagos dos cofres da Câmara dos Deputados para bancar as remunerações deles.
O processo tem como novo relator, o ministro Odair Cunha, que recentemente foi indicado pela Câmara Federal para assumir o posto, após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.
Na época, Chrisóstomo disse ao site Metrópoles que não via problema nas contratações, tampouco nepotismo. No entanto, após a denúncia, o parlamentar rondoniense exonerou todos do gabinete.
O MP-TCU descreve que a exoneração dos contratados não exime o parlamentar e os envolvidos “de responderem pelos atos praticados” em razão do uso “indevido de recursos públicos”. O deputado informou à coluna ter exonerado os familiares um dia após ser questionado sobre a situação.
A instrução técnica verificou que há suficiência de indícios quanto à possível prática de
nepotismo em relação a três das quatro pessoas mencionadas, uma vez que a Súmula
Vinculante 13 e o enunciado de jurisprudência do TCU vedam a nomeação de parentes
por afinidade até o terceiro grau em cargos de confiança.
Fonte: Valor&MercadoRO








