Crise Hídrica mostra a fragilidade e a dependência energética no País

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SOLANO FERREIRA

A crise hídrica que culminou no reajuste tarifário de energia elétrica mostra que o problema energético no Brasil, demanda de muito mais debates em busca de soluções. O País não pode continuar tentando resolver o problema com horários verão e mudanças de bandeiras nas cobranças de contas para diminuir o consumo. É preciso buscar soluções exequíveis, mais eficientes e mais econômicas. O monopólio é limitador e breca a produção. Países mais desenvolvidos e até os menos desenvolvidos enxergam a geração energética como prioridade e o Brasil precisa pensar da mesma forma.

Uma das alternativas que poderia minimizar o custo no setor rural seria o uso de mini turbinas hidráulicas que funcionam com pouco volume de água. Daria até para aliar criação de peixes com geração de energia para a pequena propriedade. Porém, esse sistema esbarra em legislações que dificulta a implantação devido a barreiras ambientais e de taxação da energia própria. O modelo é muito utilizado em países europeus e até pequenos países na América Latina, mas encontra barreiras no gigante Brasil, rico em fontes hídricas.

Outra alternativa seria a geração continua sustentável, onde a energia de um gerador alimenta o motor elétrico, num conjunto continuo. E ainda tem a gerações eólicas impulsionadas pelo vento e as gerações solares fotovoltaicas. Apesar dos diversos experimentos em universidades e até escolas de séries iniciais, as gerações alternativas de energias no Brasil não tornam viáveis por falta de política pública que possa regulamentar, fomentar e baratear o custo de implantação.

Pela competitividade e pela redução de custos, seria importante repensar a produção energética no País proporcionando meios de ter mais produção de energias limpas e estimular a geração de produção autossustentável. Imagine cada um produzindo a sua própria energia captada de luz solar, vento ou ciclo continuo. Possibilidades existes e já são utilizadas em diversos lugares do mundo.

O autor é Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise

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