Comissão da Câmara quer acompanhar transição da contratação de nova empresa de coleta de lixo

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Foto: Felipe Quintela/Itatiaia

A Câmara dos Vereadores de Porto Velho quer acompanhar de perto o processo de transição da eventual contratação, pela Prefeitura, da nova empresa de coleta de lixo e resíduos sólidos da capital. Os vereadores querem saber se a futura empresa tem estrutura suficiente para atender a demanda.

Segundo o vereador Marcos Combate, a Sistemma, terceira colocada no licitação emergencial do contrato de coleta de lixo de Porto Velho, manifestou intenção, no último dia 5, de assumir os serviços. No entanto, segundo o vereador, desde que os valores do sejam revistos, o que pode elevar o valor do contrato de R$ 2,7 milhões para R$ 3,5 milhões.

Outro preocupação dos vereadores e se a empresa tem estrutura para assumir os serviços. “Essa empresa, de Minas Gerais, enfrenta sérios problemas com greve, e, não sabemos se a mesma tem condições de tocar o serviço”.

Caso a Prefeitura assine contrato com essa empresa, segundo a vereadora Elis Regina, será necessário uma visita in loco na empresa para saber se mesma tem condições de atender a demanda de Porto Velho. O vereadores não descartaram a possibilidade de convocar os proprietários para explicações.

Fogaça cobra solução para o problema do lixo em Porto Velho. Foto: Marcelo Gladson

O vereador Everaldo Fogaça (PSD), mostrou preocupação com relação a solução do caos instalado no município. “Quando que o município vai resolver a questão do serviço de coleta de lixo em Porto Velho?” questionou o vereador.  “Já se passaram 1 ano e 2 meses e a população tem cobrado esse parlamento para uma solução emergente”.

Empresa tem histórico de greve em Minas Gerais

Com histórico de paralisações, denúncias de precariedade, conflitos trabalhistas e
notificações administrativas, a Sistemma — empresa analisada pela Prefeitura de Porto
Velho — entra no centro do debate público sobre continuidade do serviço essencial e
proteção dos trabalhadores da limpeza urbana.

Foto: Lucas Franco/G1

A empresa que a Prefeitura de Porto Velho pretende contratar para a coleta de resíduos,
a Sistemma, chega ao debate local sob forte contestação pública em diferentes cidades.
Não se trata de ruído isolado. Em sequência, surgem registros de paralisações,
reclamações sobre frota e condições de trabalho, além de notificações administrativas.
Em serviço essencial, esse conjunto de sinais costuma anteceder o mesmo desfecho:
interrupção da coleta, lixo acumulado, desgaste social e pressão política.

Em Belo Horizonte, essa empresa que Porto Velho estuda contratar ganhou manchetes
durante greve de garis que chegou ao terceiro dia, com adesão de centenas de
trabalhadores e acúmulo de resíduos em bairros da capital. No pico do impasse, foi
reportado acúmulo de até 1,6 mil toneladas de lixo. A crise expôs as falhas constantes
da empresa na operação e problemas trabalhistas, além de falhas logísticas em que a
cidade inteira sentiu o impacto em poucas horas e mergulhará no caos sanitário.

Em Londrina, a Sistemma — a mesma empresa sob análise em Porto Velho —paralisou
a coleta nas regiões Leste e Sul. No episódio, a presidente do SIEMACO Londrina e
Região, Izabel Aparecida de Oliveira, afirmou que havia “cinco caminhões quebrados”
e fez um alerta direto sobre risco operacional: “Se o caminhão não está em dia, correm
perigo o motorista, os trabalhadores e as pessoas que estão na rua.” A cidade luta para
garantir por meio de notificações a operação e segurança dos trabalhadores com
denúncias de sucateamento e risco para quem trabalha na rua e para quem circula,
estando o município em problemas sérios operacionais.

Na mesma praça, novas reportagens relataram segunda paralisação no ano, com
cobranças por manutenção, EPIs e estrutura mínima de trabalho. O caso avançou para o
campo formal: no Jornal Oficial de Londrina (edição 5.554), constam notificações à
Sistemma para possível aplicação de sanção administrativa em procedimentos ligados à
coleta e varrição, mostrando a incapacidade de gerenciamento e execução de serviços de
coleta da Sistemma.

Fonte: Redação Valor&MercadoRO

 

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