Chegando à casa das três mil vidas perdidas

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Em março completa um ano da primeira morte provocada pela Covid-19 em solo rondoniense. A vítima, uma senhora de 66 anos, deu entrada no Centro de Medicina Tropical (Cemetron) em Porto Velho, no sábado, 28 de março, com sintomas da doença (tosse e febre) e morreu na madrugada do domingo (29), por complicação no quadro respiratório.

Na época, a Secretaria de Saúde (Sesau), divulgou que a contaminação poderia ter ocorrido após a vítima ter tido contato com outros pacientes, já que ela não havia feito nenhuma viagem para fora do Estado mas mesmo assim, e começou a apresentar os sintomas da doença.

O segundo óbito viria ocorrer 12 dias após o primeiro, no dia 9 de abril. Desta vez a vítima era um taxista de Porto Velho, que foi encontrado morto em uma vila de apartamentos no bairro Nova Porto Velho, no dia 8 de abril. Ele era hipertenso e diabético. Desde aí, a situação só foi se agravando.

Tanto que no curto período de apenas quatro meses, os casos de óbitos por Covid-19 dispararam em Rondônia saindo de 11 mortes (em 28 de abril) para 840 (em 28 de junho), um estratosférico aumento de 7.536%. De lá para cá os casos de contaminação e de perdas de vida só fazem aumentar, aumentar e aumentar!

Hoje Rondônia já beira a casa das três mil mortos por Covid-19, já são 2.850 vidas perdidas para a doença do novo coronavírus. E de 28 junho de 2020 a 28 de fevereiro deste ano, o aumento nos casos de óbitos chegou a 238,28%. E com a circulação de pelo menos mais três variantes do vírus, a tendência é cada vez aumentar.

Mas porque esses números nunca reduzem? Um ano depois continuamos chorando mais e mais vidas perdidas, mesmo assim, ainda se vive por aqui como nada tivesse acontecendo, tanto que as medida restritivas baixadas pelo governo para frear a contaminação no estado não tem surtido o efeito esperado. Pouca são as pessoas preocupadas em transmitir o vírus para os outros, e isso tem refletido diretamente nesse aumento exponencial nos casos de contaminação e mortes pela Covid-19 em terras do Guaporé. Até quando esses números vão continuar subindo? Até quando?

O AUTOR É JORNALISTA

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