Casos suspeitos de intoxicação por metanol sobem para 195 no Brasil

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O Ministério da Saúde atualizou na noite deste sábado (4) o balanço de casos de intoxicação por metanol em todo o país. Até o momento, foram registrados 195 casos, sendo 14 confirmados e 181 em investigação. Entre esses registros, 13 mortes ainda estão em apuração, e uma já foi confirmada em São Paulo.

O estado de São Paulo concentra a maioria dos casos, com 162 notificações, das quais 14 são confirmadas e 148 estão em investigação. Mais cedo, a Secretaria de Saúde paulista confirmou a segunda morte causada pela ingestão de bebida alcoólica contaminada com metanol. A vítima é um homem de 46 anos, residente da capital. Outros quatro óbitos estão sendo investigados no estado: quatro em São Paulo (36, 45, 50 e 70 anos), dois em São Bernardo do Campo (49 e 58 anos) e um em Cajuru (26 anos).

Além de São Paulo, os estados de Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Piauí registraram notificações de casos suspeitos. Em Pernambuco, Bahia e Mato Grosso do Sul, as mortes estão sob investigação.

Riscos e prevenção

O metanol é uma substância altamente tóxica e, uma vez ingerido, é metabolizado pelo fígado em compostos agressivos, como formaldeído e ácido fórmico, causando danos ao fígado, cérebro e nervos ópticos. Como ainda não existe um método confiável para detectar a presença de metanol em bebidas, a recomendação das autoridades é evitar consumir líquidos de origem desconhecida, especialmente bebidas destiladas como uísque, vodca e gin.

Os sintomas de intoxicação podem surgir em até 12 horas após o consumo e incluem:

  • Náuseas e vômitos

  • Dor abdominal

  • Tontura

  • Visão borrada e fotofobia

Em casos graves, a intoxicação pode levar a cegueira, respiração acelerada, confusão mental, coma e morte.

As autoridades reforçam a necessidade de procurar atendimento médico imediato ao perceber qualquer sintoma, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido.

O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais seguem monitorando os casos e intensificando a investigação para identificar a origem das bebidas contaminadas e prevenir novos incidentes.

Fonte: Gazeta Brasil

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