Avanço da imunização mostra que vacinas são eficazes e necessária

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SOLANO FERREIRA

À medida que avança a vacinação é percebido o despencar no País dos números de internações, contágios e mortes por covid-19, doença causada pelo novo coronavirus. Esses resultados servem para comprovar que a única alternativa numa pandemia viral é a vacinação em massa e dar ouvido aos pesquisadores. O Brasil aproxima de 600 mil mortes e, segundo especialistas, a metade dessa conta poderia ser evitada. São parentes, amigos, pessoas próximas ou personalidades que poderiam ainda estar nesta vida se não fosse a trágica condução da pandemia.

O Brasil recebeu no último final de semana, outro lote de 5 milhões de doses. Ajudará no Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, e evitará muitas mortes. Apesar das críticas e falatórios infundados, as vacinas de qualquer marca ou fórmula vem demonstrando eficácia na proteção das pessoas. Além de proteger a vida contra a covid-19, a vacinação em massa está proporcionando a volta do normal e da recuperação da economia.

Outros dados interessantes sobre a vacinação indicam que, a população com comorbidades que carecem de tratamentos, recuperam a esperança de ter seus procedimentos realizados. É que durante a pandemia houve uma queda de 27 milhões de procedimentos de saúde em 2020. Essa informação vem do levantamento do Conselho Federal de Medicina. Isso representa que exames e consultas foram suspensos e agora voltam a ser agendados.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que novas variantes estão surgindo e as medidas de higiene e saúde pública, são “imprescindíveis” para a retomada da economia global. Além do avanço da vacinação, outra novidade na condução da pandemia é a mudança do discurso do governo federal. Tudo indica que a fase negacionista foi superada e espera-se que a população possa perceber que, com doença não se brinca e não se arrisca. Nada fará voltar à vida aqueles que padeceram nas UTIs durante os períodos críticos, mas fica a lição de que governantes, artistas, personalidades e até profissionais de saúde contribuíram para a desinformação que ampliou a tragédia nacional. Que daqui para a frente seja diferente e com prudência.

O autor é jornalista e editor-chefe do Diário da Amazônia

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