Atos de desocupações de fazendas em RO serão levados a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos

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Policiais militares durante operação na região de Nova Mutum

O processo de desocupações nas fazendas Arco-Íris, Boi Sossego, Três Irmãos I, II e III,  Nova Esperança, Boa Esperança e Santa Carmem, em Nova-Mutum, Guajará-Mirim (RO),  serão levadas a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (OEA). A informação é da advogada Lenir Correa, da Comissão da Pastoral da Terra em Rondônia, que esteve nesta sexta-feira (22) acompanhando o processo de desocupação das famílias.

Ela disse que integrantes da Comissão dos Direitos Humanos chegam no estado nesta segunda-feira (25)  para acompanhar a situação das famílias. As ações de desocupação estão sendo comandadas pela Polícia Militar. Na última quinta-feira (21) o STF suspendeu a reintegração de posse na fazenda Norbrasil.

Segundo a advogada, os direitos das famílias não foram garantidos durante o processo de desocupação. Ele testemunhou que 600 famílias do acampamento Tiago Santos foram levadas para uma escola Santa Júlia, em Nova Mutum, sem estrutura digna para as crianças. Os sem teto alegam que ficaram 24 horas sem alimentação e muitos deles afirmam que vão retornar para a área desocupada.

A liminar suspendendo a reintegração de posse na fazenda Norbrasil foi concedida pela ministra Carmen Lúcia. No ano passado, O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou recomendação para órgãos do Judiciário avaliarem com cautela desocupação de fazendas.

DA REDAÇÃO

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