Assim como Moraes, PCC e Hezbollah estão em lista de sanção dos EUA

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O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Antônio Augusto/STF

Além do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e líderes Hezbollah no Brasil também estão na lista de sancionados da Lei Magnitsky, dos Estados Unidos.

Um dos nomes ligados ao PCC citados na lista é o de Diego Macedo Gonçalves do Carmo, conhecido como “Brahma” e apontado como peça-chave na lavagem de dinheiro para a facção paulista. O motivo da sanção ao PCC remete a drogas ilícitas.

Líderes do grupo terrorista Hezbollah também figuram na lista. Os nomes citados são os de Assad Ahmad Barakat, suposto operador no Brasil, e de Farouk Omairi, a quem o governo americano identificou como “um coordenador dos integrantes do Hezbollah” na região da Tríplice Fronteira.

Também aparecem Bilal Mohsen Wehbe, xeique xiita que é o principal nome do grupo na América do Sul, e Ali Muhammad Kazan, acusado pelo governo dos EUA de ser integrante do Hezbollah. À época, também era liderança xiita e coordenador da escola libanesa em Foz do Iguaçu.

Os nomes de Moraes e de lideranças do PCC e do Hezbollah foram levantados pela coluna junto à “Ofac List” dos Estados Unidos, que é o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros que administra e aplica programas de sanções.

Além do PCC, veja outros nomes, entidades e empresas na lista:
  • Ciro Daniel Amorim Ferreira: é apontado como um dos administradores do Terrorgram, organizador de ataques extremistas pelo mundo;
  • Tren de Aragua: classificada como Organização Terrorista Estrangeira pelos Estados Unidos, é considerada o grupo mais perigoso da Venezuela;
  • Muhammad Tarabain Chamas: um dos homens mais ricos de Ciudad del Este, no Paraguai, é acusado de ser um dos financiadores do Hezbollah, na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina;
  • Enterprise Comércio de Moveis e Intermediação de Negócios Eireli: empresa de móveis em São Paulo que tem Ahmad Al-Khatib como acionista. O empresário teria auxiliado ou fornecido apoio a Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim, que agiu em favor Al-Qaeda;
  • Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim: o egípcio, que vive em São Paulo, é suspeito de ligação com o grupo terrorista Al-Qaeda. Em junho deste ano, ele foi um dos investigados da operação deflagrada pela Polícia Civil, que mira o núcleo financeiro do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro;
  • Fahd Jamil Georges: conhecido no Brasil como “Rei da Fronteira”, o empresário de Ponta Porã (MT), na fronteira com o Paraguai, já foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) de combate a corrupção e tráfico de drogas;
  • Marrocos Móveis e Colchões (Home Elegance Comercio de Moveis Eireli): empresa sediada em Guarulhos (SP) cujos donos são egípcios naturalizados brasileiros e suspeitos de integrarem e financiarem a Al-Qaeda;
  • Ghazi Hamad: porta-voz do Hamas;
  • Ocean Maritime Management Company: também conhecida como East Sea Shipping Company e Korea Mirae Shipping, a companhia está incluída na lista do governo americano devido às sanções dos EUA a empresas da Coreia do Norte.

Fonte: Metropoles

Texto: Tácio Lorran

 

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