Após recusa do governador Marcos Rocha de assumir a liderança da legenda no Estado, o PSD pode enfrentar dificuldades na composição de alianças partidárias nas eleições de outubro deste ano. O anúncio do ingresso do governador e assumir a presidência da legenda, ganhou forte repercussão negativa na mídia e recebeu inúmeras críticas nas redes sociais.
Nas redes sociais e grupo de WattsApp, várias postagens ligaram o PSD como partido aliado da base do governo federal. No último domingo, o site Valor&MercadoRO publicou texto falando da neutralidade da legenda na campanha presencial em Rondônia. Rocha repensou e, aconselhado por aliados e secretários, resolveu recusar o convite nesta segunda-feira (19.01.26).
Outro fator importante que agravou a crise interna em torno da legenda foi a repentina saída de Expedido Neto, filho do presidente do PSD, ex-senador Expedito Júnior, desembarcar no PT. Um dias depois de Netto desembarcar em solo petista , Expedito Júnior conversou com o governador Marcos Rocha, para reforçar o convite assumir o controle da legenda no Estado.

A conversa com Rocha aconteceu na última sexta-feira em Porto Velho. Três dias depois do encontro, Marcos Rocha anunciou que não ingressaria mais na legenda governista. A recursa ficou clara: Rocha quer o apoio dos bolsonaristas (não se sabe ainda que tipo de apoio e para qual projeto político).
Expedito Júnior também já esteve em solo do PL. Nas eleições de 2022, abriu mão de candidatura ao Senado, pelo PSD, para apoiar Jaime Bagattoli (PL) eleito com expressiva votação. Ao que tudo indica, o PSD terá problemas de composição de alianças em solo rondoniense e deve se afastar dos holofotes nos próximos meses.
O PSD tem como candidato ao governo o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria. Bem avaliado entre os melhores prefeitos do Estado, Fúria já foi deputado estadual e teve uma projeção muita rápida na política, superando prefeitos experientes do Estado.
Com a desistência de Rocha de assumir a presidência do PSD, a legenda agora terá duas opções: deixar a nuvem negra ser levada pelo clima quente rondoniense e recomeçar um plano B rumo às eleições visando também um novo presidente para o partido. A recursa de Marcos Rocha, ao que tudo indica, fortaleceu, ainda mais a exposição negativa da legenda antes mesmo do período das convenções partidárias – prevista para o período de 20 de julho a 5 de agosto de 2026.
Independente do clima de velório e reconstrução, PSD e PT podem ter papel decisivo no processo eleitoral em Rondônia na corrida ao governo de Rondônia. Políticos experientes não tiram os olhos do voto fiel da esquerda em Rondônia, que garantiu a vitória de Marcos Rocha no segundo turno nas eleições de 2022.
Em último caso, o PSD poderá optar por aliança branca (acordo informal, tácito ou não oficial entre partidos ou candidatos adversários em nível nacional ou estadual).
Fonte: Valor&MercadoRO
Texto: Marcelo Freire








